Setor de turismo do RN prevê movimentação de R$ 1,2 bilhão no período de alta estação

Um dos setores mais afetados durante a pandemia do coronavírus no Brasil, o turismo tem a esperança de poder suspirar um pouco aliviado durante as comemorações de fim de ano no Rio Grande do Norte.

Além das tradicionais festas de réveillon nas praias da Pipa, São Miguel do Gostoso e da própria capital, e da já confirmada realização do Carnatal, Natal volta a receber cruzeiros turísticos a partir do próximo mês de novembro, depois de quase um ano sem atividades nesse setor.

Para a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Norte (Setur-RN), o anúncio do retorno dos cruzeiros, a permissão para a realização de grandes eventos sociais e coorporativos fortalece essa indústria de serviços que abarca mais de 50 atividades e é um dos pilares da economia potiguar.

Além do avanço da vacinação, os números de ocupação dos leitos em declínio e a baixa no índice de contaminação local aumentam a expectativa no avanço do ritmo da retomada do setor. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do RN (Fecomércio-RN) diz que com esse cenário já se pode visualizar o comércio aquecido e uma maior movimentação econômica, que deve ser mais frequente nos meses de dezembro a fevereiro.

Esse aquecimento gera também oportunidade para a criação de postos de empregos temporários, que segundo um levantamento feito pela Fecomércio-RN, com base nos dados do Caged, serão cerca de 8.500 vagas até dezembro. Esse número é 10% maior que o mesmo período do ano passado – entre os meses de setembro e dezembro –, quando foram empregadas 7.764 pessoas no setor.

Uma boa notícia, já que os primeiros seis meses deste ano foram marcados por oscilações nos empregos do setor, com alta em janeiro e fevereiro, retração nos meses de março e abril, e, retomada do crescimento em maio e junho.

Números no setor de serviços começam a apresentar reação

No ano passado, em que o saldo acumulado de empregos foi negativo, ao redor de menos 6 mil vagas em todo setor de serviços, e, aproximadamente menos 4 mil vagas nas atividades relacionadas ao grupamento de alojamento e alimentação (somando admissões e desligamentos), 2021 traz um pouco de alívio: o saldo acumulado de serviços é de mais de 11 mil vagas, enquanto em alojamento e alimentação foi de aproximados 1.700.

No que diz respeito ao impacto econômico da volta desses eventos e atividades turísticas, a Fecomércio-RN afirma que é esperado uma movimentação próxima a R$ 1,2 bilhão durante a alta estação.

Apesar disso, a instituição diz que é um valor abaixo do atingido em pré-períodos pandêmicos. Na alta estação 2019/2020, entre os meses de dezembro e fevereiro, o estado recebeu cerca de 500 mil turistas, por exemplo, que movimentaram cerca de R$1,5 bilhão em nossa economia.

bg

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