NOVA ERA ESPACIAL, ALCÂNTARA PODE MUDAR O JOGO E OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS DO BRASIL


Brasil e EUA assinaram “Acordo de Salvaguardas Tecnológicas”, o primeiro passo em direção a uma colaboração para o uso comercial da base de Alcântara, podendo ser extensivo a muitos outros países. Tal medida permite exploração comercial de local ocioso há muitos anos, além de troca de tecnologias com os envolvidos.


Com os avanços tecnológicos e barateamento do acesso ao espaço, há um boom de startups sendo criadas para oferecer serviços que derivam de satélites, o que podem fomentar tais iniciativas aqui em nossas faculdades e grupos de estudos independentes no Brasil.

Alguns exemplos desses serviços são o rastreamento de veículos e embarcações, observação de áreas de interesse (como fazendas, previsão do tempo, comunicação de pessoas e equipamentos em áreas rurais ou remotas, e até comunicação entre os próprios satélites. Nos EUA, até estudantes de ginásio já enviaram satélites-cubo (cubesats) ao espaço a um custo total de US$ 90 mil.

Com a corrida atual, consultorias especializadas estimam que o número de satélites operando pode pular de 1.900 hoje para 10 mil em 2030.

No ano passado, o setor puxou cerca de US$ 260 bilhões de receita na sua cadeia, crescendo 7% ao ano nos últimos cinco anos. A demanda para lançamentos não falta. O grande gargalo é a oferta de lançamentos em si.

Graças a fatores como reusabilidade e maior competição — os lançamentos ainda são esparsos e focados em atender os grandes satélites. Isso desencadeou uma nova onda de inovação para atender à classe emergente dos pequenos satélites.

A posição de Alcântara a apenas dois graus ao sul do Equador usa a rotação da Terra em seu favor, economizando combustível em até 30% e barateando em muito o custo do lançamento. O caso mais próximo é o da estação de Kouru, na Guiana Francesa, que fica em distância semelhante ao Equador (cinco graus). Considera-se que Kouru — sob jurisdição francesa e europeia — trouxe uma grande vantagem competitiva à empresa francesa Ariane, que lança seus foguetes de lá desde 1979 e concorre com as americanas ULA e SpaceX.

O governo brasileiro estima que pode faturar pelo menos R$ 150 milhões em taxas de lançamento ao ano, o que pode ajudar a desenterrar o programa espacial brasileiro. A ideia é assinar o mesmo acordo de salvaguardas com outros países.

O texto do novo acordo foi melhorado para evitar ambiguidades e dirimir receios sobre uma eventual perda de soberania nacional.

Após assinatura do contrato, agora o Congresso precisa absorver a ideia… e aprovar se achar válida todo o desenrolar da tratativa!


Fonte: Brazil Journal 
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